Entre páginas e ideias
- Mario Luiz Gomes
- 9 de fev.
- 1 min de leitura
Em janeiro, o papo com Manu e Gabi trouxe referências sobre os livros que jovens como elas (respectivamente 17 e 20 anos) têm escolhido para ler. O interesse no livro físico veio do movimento que promoveu livros que se tornaram filmes de grande sucesso como "Como eu era antes de você", de Jojo Moyes e "A culpa é das estrelas" (John Green).
A preferência por autores que propõem histórias de romance e suspense, com protagonistas jovens, ou por livros em série, quase sempre sobre temas de fantasia, como Harry Porter ou Jogos Vorazes, é complementada pela valorização das edições com capa dura e pelas estantes que se tornaram um espaço personalizado desses leitores.
Indicações em vídeo, com resenhas e debates, postadas por esses jovens leitores viralizaram nas mídias sociais, ganharam um espaço próprio no aplicativo Scoob e criaram uma comunidade importante no aplicativo TikTok (o BookTok). Termos como hypado (popular, best-seller); plot twist (reviravolta na trama), desconhecidos de leitores veteranos, indicam um interesse pela forma como o escritor constroi sua narrativa.
A conversa olho no olho e a troca de referências sobre livros e autores nos indica que a formação de leitores extrapola os limites acadêmicos e constitui um processo imbricado com as mídias sociais e modismos consumistas, cujo resultado não é linear, mas que aponta um movimento em favor do livro - livros a mão cheia, como apontam os versos de Castro Alves.

